quarta-feira, 21 de maio de 2008

O Fantasma da Ópera


"Wishing You Were Somehow Here Again / Wandering Child "


Uma das minhas cenas (e músicas!) preferidas do Fantasma da Ópera, o musical de Andrew Lloyd Weber, com Christine Daaé e Erik (o Fantasma). O Pai de Christine, no seu leito de morte, disse-lhe que lhe enviaria o Anjo da Música... Desde então Christine, ainda uma criança, começou a ouvir uma voz que falava com ela, a confortava, a ensinava, e com essas lições do Anjo da Música ela revelou a sua linda voz. Mas Christine cresce, torna-se mulher, e o Fantasma/Anjo da Música começa a vê-la de forma diferente, sentindo ciúmes da atenção que ela recebe... sobretudo quando chega Raoul, o amor de infância de Christine... E um dia, Christine vê o seu Anjo da Música, bem diferente do que ela havia imaginado, mas por quem sente um profundo fascínio... a partir daí... bem, a partir daí terão de ver o filme ;) Além da própria história, a música de Andrew Lloyd Weber é de uma imensa beleza!

Este clip - "Wishing You Were Somehow Here Again / Wandering Child " - é de uma cena em que Christine vai visitar a campa de seu Pai e encontra o Anjo da Música / Fantasma...







The Phantom: Wandering child, so lost, so helpless, yearning for my guidance.

Christine: Angel or father? Friend of phantom? Who is it there staring?

The Phantom: Have you forgotten your Angel?

Christine: Angel oh speak, what endless longings, echo in this whisper...
The Phantom: Too long you've wandered in winter, far from my fathering gaze...

Christine: Wildly my mind beats against you...

The Phantom: You resist...

The Phantom, Christine: Yet your soul obeys/But the soul obeys...

The Phantom, Christine: Angel of Music, *you/I* denied *me/you*, turning from true beauty! Angel of Music *do not shun me/my protector* come to *your/me*, strange Angel!
The Phantom: I am your Angel of Music... Come to me, Angel of Music.



Diálogo e mais sobre o filme (2004) em: http://www.imdb.com/title/tt0293508/


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terça-feira, 20 de maio de 2008

Anne Frank

Com apenas 14 anos, Anne Frank revelou uma imensa sabedoria e um espírito profundamente bondoso, generoso e optimista... ao contrário do que se possa pensar, pelo tempo em que viveu. Em Bergen-Belsen há um monumento em sua homenagem com uma inscrição em hebraico, que diz algo de maravilhoso: "O Espírito do Homem é a Luz do Senhor".




"I don't believe the war is simply the work of politicians and capitalists. Oh no, the common man is every bit as guilty; otherwise, people and nations would have rebelled long ago! There's a destructive urge in people, the urge to rage, murder and kill. And until all of humanity, without exception, undergoes a metamorphosis, wars will continue to be waged, and everything that has been carefully built up, cultivated and grown will be cut down and destroyed, only to start all over again!"





"How noble and good everyone could be if, at the end of each day, they were to review their own behaviour and weigh up the rights and wrongs. They would automatically try to do better at the star of each new day and, after a while, would certainly accomplish a great deal"




"It's a wonder I haven't abandoned all my ideals, they seem so absurd and impractical. Yet I cling to them because I still believe, in spite of everything, that people are truly good at heart!"


Anne Frank


The Diary of a Young Girl (Penguin Classics)





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segunda-feira, 19 de maio de 2008

Jordi Savall




Já há muitos anos que admiro as interpretações que Jordi Savall faz da música antiga. As Cantigas de Santa Maria de Afonso X (Alfonso X), o Sábio, avô do D.Afonso Henriques são algo de maravilhoso, têm uma vida e uma jovialidade que torna difícil crer que foram escritas no século XIII! O álbum diz assim: "With sensuousness still redolent of the perfumes of the Orient, they adress the Virgin in various forms, the Star, the sorceress, the standard, the Mother".

Entretanto, há uns meses atrás comprei um álbum de Jordi Savall com o nome de "Ludi Musici - The Spirit of Dance", que me chamou a atenção pela diversidade de que era composto (e pela antiguidade! São de 1450-1650), com músicas do Oriente, da Itália, da Inglaterra, da França, da Alemanha, da Espanha e do Novo Mundo...Novo Mundo é uma expressão que aparece muito nas minhas mensagens ultimamente! ;) ... Mas continuando, na altura estas músicas deixaram-me especialmente curiosa, imaginando como seriam músicas que resultaram do encontro de diferentes culturas, de mundos tão diferentes... Deixo um vídeo com uma dessas músicas, "Guaracha: Ay que me abraso", interpretada por Jordi Savall e o seu Hespérion XXI, para que possam ouvir por vós próprios...espero que gostem!








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domingo, 18 de maio de 2008

O Novo Mundo



Quando vi O Novo Mundo pela primeira vez no cinema tocou-me de uma maneira inesquecível ... Começa com uma das minhas músicas preferidas - esta do vídeo que vos deixo, o prelúdio do Ouro do Reno, da tetralogia O Anel do Nibelungo, de Wagner - e conta a história de Pocahontas e John Smith... dois mundos diferentes geraram um Novo Mundo... A beleza, a sensibilidade e a simplicidade dos diálogos é tal que sentimos um aperto no coração da emoção que nos causa... sobretudo nos monológos... que na verdade são diálogos também, mas com a Mãe Natureza... é maravilhoso!







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sábado, 17 de maio de 2008

Desce ao fundo de Ti



Desce ao fundo de ti, e descobrirás sóis esquecidos pelos Homens, que todavia nunca deixaram de brilhar. Arranca as cortinas da sombra, contempla o Universo na sua infinita sabedoria.


***


Quando meditas, o Céu abre-se dentro de ti. Então ele deixa de ser inacessível, fora do alcance da consciência. É este sentimento de êxtase que aproxima o coração do Homem do do Universo.



Sabedoria Ameríndia


(Editora Pergaminho)






sexta-feira, 16 de maio de 2008

Doce Recordação



The Corrs - Runaway


Esta música foi um marco no meu crescimento, na minha adolescência. Estávamos em 1996 e eu ia ainda fazer 14 anos, quando ouvi pela 1ª vez os Corrs na televisão, neste vídeo... Lembro-me que estava no meu quarto sentada no chão a escrever algo, e de repente começei a ouvir uma música que desde os primeiro acordes me despertou a atenção... Aquele som era totalmente novo para mim... aquela linda melodia, tocada e cantada de forma tão simples, o violino, o ritmo docemente marcado por um instrumento de percussão que desconhecia (o bódhran, típico do folk irlandês), fiquei encantada ... Tinha encontrado um som em que me sentia perfeitamente... reflectida... E assim definiu-se para mim um tipo de som, um estilo de música, que a partir dali começei a descobrir e a procurar cada vez mais... através daquela música abriram-se novos caminhos, descobri novos gostos, outras culturas, outras gentes... e descobri-me a mim mesma... é incrível como tanta coisa chegou até mim através desta música... Que doce recordação!

A Verdadeira Força

Cliffs of Moher, Irlanda


A verdadeira força

não é a do mar em fúria que tudo destrói,

mas do rochedo, impassível, que a tudo resiste!


Henrique José de Souza
(Pequeno Oráculo)

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Provérbio Africano





Muita gente pequena,

em lugares pequenos,

fazendo coisas pequenas,

podem mudar o Mundo.


Provérbio Africano

quarta-feira, 14 de maio de 2008

O Todo e as Partes



"O todo é algo além da soma das partes. Ou seja, o todo tem um determinado número de qualidades e de propriedades que não aparecem nas partes quando estão separadas".


Edgar Morin, Religar os Conhecimentos


Por isso somos todos tão importantes...cada um tem características únicas, cada um de nós é um mundo... e ninguém mais capacitado para o desvendar que nós próprios...


...e por isso é também tão importante estarmos unidos... juntos, partilhando o que aprendemos, temos a experiência de todos, é como ganhar a consciência de uma imensidão de vidas numa única apenas...só é preciso estar atento...quando menos esperamos, alguém nos ensina algo de muito valioso, muitas vezes sem sequer se dar conta disso :)

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Namasté



"Namasté"

é a saudação nepalesa mais comum, e significa

"Saúdo o Deus que há em ti"...



Há nesta saudação algo como um mistério revelado...é impressionante! É curioso como algo que poderá ser um choque para muitos - para alguns até heresia! - como o facto de todos termos a Divindade dentro de nós, em semente, centelha divina, é algo de perfeitamente comum e aceite noutras culturas, pois diariamente os nepaleses saúdam a Divindade que sabem existir dentro de cada um deles. Isto é algo de maravilhoso.


Uma saudação como esta terá de certeza outros impactos positivos, como o cultivo do respeito mútuo, como forma de preservar e honrar essa divindade que não está apenas fora, está dentro. Há-de chegar o dia em que todos viveremos dessa forma, com a consciência de que a Divindade está em toda a criação, não apenas nos templos, nem apenas na Natureza, mas dentro de nós, sendo nosso dever retirar os véus, as mayas deste mundo, e trazê-la para a Luz, dá-la à Luz...é aí que começa a Iniciação.


...não é por acaso que na maioria dos ritos de Iniciação existe uma gruta ou uma caverna onde está escuro - como no ventre materno - e depois se vem para a Luz... é aí que se começa a viver, verdadeiramente ...


...quem puder visite a Quinta de Regaleira em Sintra, o poço iniciático :)