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terça-feira, 14 de junho de 2016

Na presença das Runas

Ver as Runas com os meus olhos, sentir com as minhas mãos os contornos dos familiares símbolos gravados na pedra há pelo menos um milhar de anos, retirando com os dedos a poeira que se acumulou nas reentrâncias para confirmar de que runa se tratava, foi uma experiência  profundamente significativa para mim. 

Em Skansen, na Suécia, com uma das primeiras
pedras rúnicas que vi, conhecida pelo nome de Ölstastenen.
Estar pela primeira vez na presença das Runas foi como estar perante um portal do Tempo. Senti-me suspensa, apenas sentindo a força e o magnetismo daqueles símbolos há tanto tempo gravados por quem os utilizava, e que até aquele momento eu apenas tinha conhecido e estudado por livros e imagens. Mesmo utilizando regularmente as Runas enquanto oráculo, nunca as tinha sentido como tão "reais"... talvez nunca me tivesse sentido tão ligada a elas até aquele momento. Ao ver e tocar nas Runas, senti uma ligação profunda a elas, senti que faziam parte de mim. Não sei como explicá-lo de outra forma.

As Runas, utilizadas desde 250 a.C., são um sistema de escrita avançado: além de cada letra/runa ter um valor fonético que em conjunto com outras letras/runas forma palavras com significados específicos, cada letra/runa tem também um valor em si mesma, isoladamente. Assim, cada letra dos alfabetos rúnicos está associada a uma força da natureza (relâmpago, árvore, animal, fruto, etc) e/ou um princípio cósmico, geralmente personificada num deus do panteão nórdico. 

Outra pedra rúnica em Skansen
Os antigos povos nórdicos falavam línguas que estão na origem das actuais línguas germânicas (alemão, inglês, sueco, dinamarquês, norueguês, etc) e essa influência e semelhança entre elas é bem visível se compararmos, por exemplo, os nomes dos dias da semana nestas línguas, que correspondem também aos nomes de alguns dos principais deuses nórdicos. 
As línguas proto-germânicas eram amplamente faladas, mas o significado oculto em cada símbolo era conhecido apenas por alguns, segundo se crê, os chamados "druidas", a quem os chefes das tribos recorriam para obter o conselho deste oráculo relativamente a decisões importantes que precisavam de tomar. 

Pormenor da mesma pedra rúnica, com as
runas Nauthiz, Wunjo e Uruz bem visíveis.  
Cada runa, ou seja, cada letra dos alfabetos rúnicos - sendo o Elder Futhark o mais antigo e aquele que utilizo - tem assim um som, um nome, uma grafia e um significado. Muito além de uma letra, uma Runa é a expressão simbólica de um poder ou princípio cósmico, cuja representação é pictográfica e inspirada na Natureza e na sua imensa sabedoria.

Um agradecimento muito especial 
à minha mãe, Helena, que possibilitou 
esta experiência tão importante para mim. 

Vera Vieira da Silva

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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Para que serve um Oráculo?



Depois de cerca de três meses sem escrever, este brotou ontem de dentro de mim a uma velocidade impressionante! :)

Este artigo faz uma reflexão sobre os benefícios da utilização de oráculos como ferramentas de auto-conhecimento (Tarot, Runas, I-Ching, etc). Relaciona também a busca de respostas dentro e fora de nós, com a utilidade/inutilidade de procurar fora algumas respostas e confirmações que só podem vir de dentro, através da experiência e de uma transformação interna que levará a um encontro com nós próprios e com a nossa missão de(sta) vida. Faz ainda referência aos filmes do "Matrix" como exemplo dessa caminhada que todos temos de fazer sozinhos.
 
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Artigo publicado no Sapo Lifestyle>Astral aqui
 

Para que serve um Oráculo?

Um oráculo funciona como um espelho. E como espelho que é, reflete uma imagem, simbólica, de um esclarecimento ou uma pergunta que lhe apresentamos. 
 
Unknown - from Le Musée absolu, Phaidon, 10-2012Silenus holding a lyre (left); demi-god Pan and a nymph sitting on a rock, nursing a goat (centre); woman with coat (right). Fresco of the mystery ritual, right, Villa of the Mysteries, Pompeii, Italy.


Os oráculos são ferramentas de trabalho interior que nos ajudam a organizar e compreender as nossas ideias e as nossas emoções. Tal como acontece com as ferramentas utilizadas em trabalhos puramente físicos, é possível, em maior parte dos casos, encontrar alternativas para realizar o que as Runas, o Tarot, o I-Ching e outros oráculos nos permitem fazer e nos leva a querer utilizá-las: uma delas, é apenas deixar o tempo passar e aprender com ele. A diferença é que estas ferramentas ajudam-nos a acelerar esse processo.

Um oráculo funciona como um espelho. E como espelho que é, reflete uma imagem, simbólica, de um esclarecimento ou uma pergunta que lhe apresentamos. A imagem é simbólica porque funciona com símbolos. Essa representação em linguagem simbólica tem depois de ser descodificada para ser compreendida, pelo próprio ou por alguém que conheça essa linguagem. O que ainda gera alguma confusão e desconfiança relativamente aos oráculos no geral é que estas ferramentas são vistas como algo impossível de ser real, pelo facto de supostamente de nos dar chaves milagrosas para resolvermos todos os nossos problemas e sermos felizes para sempre, e nada disso existe, pelo menos não nesses moldes. Mas já lá vamos.

O mundo dos arquétipos é o mundo dos oráculos. Arquétipos são representações dos ciclos da experiência humana e da sua evolução. No fundo, são símbolos, como outros que podemos desenhar e escrever e que representam ideias e estados mentais ou emocionais. Então o que os oráculos fazem é devolver-nos uma representação simbólica como resposta a uma pergunta que formulámos previamente – a tal imagem simbólica refletida no espelho. Mas não apenas eles. Todos nós somos uma espécie de "antenas" que continuamente emitem e captam energia e magnetismo. Quando trabalhamos com um oráculo, concentramo-nos numa pergunta/ideia específica e os oráculos revelam-nos apenas a imagem simbólica correspondente àquilo que foi lhes foi dirigido.

É simplesmente isso, uma resposta magnética e energética, que nos chega por meio de uma ferramenta física que trabalha com "matéria" não física, e que funciona como um canal entre esses dois mundos. Não é magia, é a lei da Afinidade em ação. Parece-nos magia apenas porque só raramente observamos à nossa volta as muitas outras manifestações desta e de outras leis cósmicas, então as poucas que são visíveis aos nossos olhos parecem-nos algo raro e muito especial. É é especial, apenas não é raro, é a forma como este maravilhoso Universo funciona.

A verdadeira confusão relativamente aos oráculos é a ilusão que existe relativamente ao seu propósito e funcionamento. Nenhum oráculo - nem seja o que for exterior a nós - vai resolver os nossos problemas em nosso lugar. Pode sim, ajudar-nos muito ao nível do auto-conhecimento, trazendo para o nosso consciente conhecimento e informação que já lá está latente mas, claro está, a um nível inconsciente. Um oráculo pode ainda dar-nos uma orientação eficaz em momentos específicos, que pode fazer uma grande diferença em certos momentos, mas não sem que nós nos ajudemos a nós próprios e tenhamos um papel ativo na sua superação e na nossa auto-transformação.
As respostas que qualquer oráculo nos dá são exatamente aquelas que temos de ouvir nesse momento – pois são a correspondência magnética desse instante – mas não necessariamente aquilo que vai acontecer, pois o futuro está em permanente mutação. Não adianta querer chegar o futuro antes do tempo, porque esse só chegará quando for construído por nós. Outros futuros chegarão sempre, se não construirmos o nosso, mas esses são geralmente aqueles que nos fazem mais tarde lamentar o passado e viver de “ses” o resto da vida: “se eu tivesse feito isto”, “se tivesse vivido aquilo…”.
Podemos pedir esclarecimentos a um oráculo sobre o passado, o presente ou o futuro. Mas é geralmente mais útil tentar compreender algo do presente ou um aspeto não resolvido do passado, porque relativamente ao futuro um oráculo só pode apontar uma direção que poderá levar-nos a um determinado caminho ou acontecimento se as tendências do momento se mantiverem. Seja como for, o que é realmente importante na nossa vida nunca nos é dito nem dado assim, “de bandeja”. Tal como o personagem Neo do “Matrix”, se o Oráculo lhe tivesse dito que ele era “O Escolhido” quando este lhe foi apresentado, ele seria o Escolhido na mesma, mas não realizaria a sua missão pois esta seria como que algo exterior a ele, algo não descoberto internamente. Por isso o Oráculo teve de dizer-lhe que ele não era o Escolhido, para que sem esse peso nos ombros ele se pusesse a caminho, vivesse mil e uma aventuras e descobrisse dentro de si próprio quem era - revelando-se a si próprio. Só sabendo, internamente, quem era, ele poderia realizar a sua missão.

Em suma, as respostas de um oráculo estão sempre certas: o momento em que elas nos são dadas é sempre o momento certo para as ouvirmos, pois essa informação vai desencadear uma sequência de acontecimentos que não nos levam necessariamente ao tal “futuro”, mas aproximam-nos da nossa missão, que é o que realmente importa. O que fazemos com essas respostas é responsabilidade nossa. Não podemos ficar à espera que se concretizem, não podemos depender delas, e sobretudo não podemos tentar viver através delas e sonhar com um futuro melhor do que o presente é e do que o passado foi. Isso seria fazer uma ficção da nossa própria vida. Um oráculo funciona assim. Afinal, os oráculos são - como foi dito desde o início - uma ferramenta, um cajado para nos auxiliar no caminho. Mas os peregrinos da vida somos nós.

Vera Vieira da Silva Facebook

Email: v.vieiradasilva@gmail.com

artigo do parceiro: Vera Vieira da Silva

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Primeiro artigo publicado em papel!

O meu primeiro artigo em papel foi publicado hoje!!! :D

É uma sensação incrível ir a uma banca de jornais e revistas e comprar uma que inclui um artigo nosso!

A revista ZEN Energy já está nas bancas!






quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Uma bolota de presente

O carvalho era uma árvore sagrada para os celtas. A palavra celta para carvalho era "duir", que significa "porta", e "druida" significa "conhecimento do carvalho". As Runas, tão utilizadas pelos druidas, eram habitualmente esculpidas do carvalho. Esta árvore de enorme resistência, longevidade e de porte majestoso está associada ao deus nórdico Thor, deus do trovão - e também ao deus romano Júpiter - por ter tendência a atrair os raios, mas por ser também das poucas árvores que lhes consegue resistir.
Há um ano que procurava uma bolota para plantar, cuidar e ver nascer dela um carvalho. E em plena Lisboa, na Avenida da Liberdade, recebi hoje este presente *
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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Runas: para além das técnicas


Há tanto para criar e descobrir, além do que já foi feito e se conhece... Porque insistimos em ver barreiras onde elas não existem? Os nossos limites e os do que podemos descobrir e alcançar são criados por nós.

Até no lançamento das Runas ou no trabalho com outros oráculos, se apenas utilizarmos as técnicas e os meios convencionais, estamos a limitar-nos. Não há qualquer desrespeito para com as regras que os Antigos criaram, desde que as conheçamos e respeitemos, como a Tradição que trouxe até nós essa sabedoria ancestral. 

Assim, podemos criar as nossas próprias técnicas de lançamento, adequando-as ao trabalho que desenvolvemos, à nossa sensibilidade pessoal e às circunstâncias do momento. Basta fazê-lo com consciência, definindo previamente o significado que vamos atribuir à posição em que cada runa sair. A conexão com o oráculo será muito mais profunda e as leituras tornar-se-ão bem mais claras.

Página aqui

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Runa de Odin


Há uma runa em branco que pessoalmente considero muito especial. Esta runa, chamada geralmente de runa de Odin ou runa do Destino, não é considerada por muitos estudiosos das Runas e praticantes desta arte. Sendo uma runa em branco, à partida não poderia existir em tempos longínquos, quando as Runas que compõem este alfabeto sagrado para os nórdicos eram gravadas em pedras, formando palavras e ideias, transmitindo mensagens, invocando poderes e forças cósmicas. Contudo, quando as Runas são gravadas individualmente em pedras e lançadas com o objectivo de compreender um evento na vida de alguém ou fazer previsões, há que criar espaço para o que nem as Runas podem dizer... 

Geralmente, quando esta poderosa runa - de Odin ou do Destino - aparece num lançamento, ela diz-nos que o que está a passar-se na nossa vida, relativamente ao assunto específico sobre o qual estamos a inquirir, tem de acontecer, pois é necessário para a nossa evolução. Esta runa diz-nos que a experiência por que estamos a passar vai trazer ao de cima e obrigar-nos a enfrentar os nossos maiores medos - solidão, abandono, incapacidade, perda de recursos, etc.. - e que vão haver mudanças tremendas na nossa vida, ou pelo menos na forma como vamos passar a vivê-la e encará-la. Dependo das outras runas que saírem num lançamento, esta runa pode servir como um alerta, que nos diz que não devemos fazer mais perguntas sobre o assunto. 

Para além do significado que geralmente lhe é atribuído, há algo nesta runa que considero tão ou mais importante, ligado à ideia de espaço que mencionei em cima... Esta runa cria espaço - ela é o vazio, cheio de possibilidades. O que cabe no vazio? No vazio cabe tudo e tudo é possível. É preciso confiar na sabedoria da Vida, e em nós mesmos, para manifestar as possibilidades contidas dentro de nós, dando-lhes forma, concretizando-as. Para cumprirmos os desígnios da nossa vinda aqui - e nos cumprirmos - temos de criar espaço para o vazio grávido de tudo o que somos e podemos ser, se acreditarmos e agirmos para concretizá-lo.  


quarta-feira, 22 de julho de 2015

Gebo


Para os antigos nórdicos a generosidade era a maior das virtudes. Mas os nórdicos acreditavam também que não devemos dar demais, porque uma dádiva exige outra dádiva, e porque é essa reciprocidade que mantém o ciclo da generosidade.

Dar, sim, mas não dar mais do que podemos e temos para dar, porque aí não teremos mais para nós, nem para mais ninguém.

Por isso a Runa Gebo - que representa este arquétipo - significa dar e também receber, em equilíbrio, e pode manifestar-se de diversas formas (amor correspondido, amizade verdadeira, conexão com o divino em nós, generosidade, presentes).

[Vera Vieira da Silva]

sábado, 30 de maio de 2015

Sábado e Domingo - Dia de Saturno e do Sol

"Sábado e Domingo eram, tanto para os povos germânicos como para os romanos, os dias de Saturno e do Sol. Nas línguas germânicas isso ainda é bem visível (“Saturday”, sábado em inglês; “Sunday”, domingo em inglês). Nas línguas românicas o significado destes dias era também evidente - “Dies Saturnis” e “Dies Solis” (latim) - mas perdeu-se com o tempo essa ligação entre os nomes dos dias da semana e os astros, tendo estes entretanto recebido designações de carácter religioso."

Ler o artigo completo aqui



terça-feira, 26 de maio de 2015

Terça-feira - Dia de Marte / Tyr

"Terça-feira tem a energia guerreira e activa de Marte, deus da guerra do panteão romano, enquanto Tyr é o deus guerreiro dos nórdicos. A Runa Tiwaz - uma das 24 letras/runas do antiquíssimo alfabeto nórdico Elder Futhark - está-lhe associada, e a sua energia e significado relacionados com o deus Tyr. 

O seu símbolo é uma seta virada para cima, que representa, tal como no símbolo astrológico de Marte, uma energia fortemente direccionada.Nas línguas românicas este é o dia de Marte (“Martes”, espanhol; “Mardi”, francês). Nas línguas germânicas, o nome deste dia significa “Dia de Tyr” (“Tuesday”, inglês; “Tirsdag”, dinamarquês, etc)."

Continua aqui
Resultado de imagem para marte symbol

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Nauthiz, a Grande Professora


Artigo publicado no Sapo Lifestyle>Astral
http://lifestyle.sapo.pt/astral/espiritualidade/autoconhecimento-espiritualidade/artigos/nauthiz-a-grande-professora

 

Nauthiz, a Grande Professora


É quando a Vida nos tira o "tapete" e nos sentimos perdidos, caminhando por rumo incerto, que se criam as condições para aprendermos as mais valiosas lições da nossa vida, ao seguirmos por mares nunca dantes navegados... 
 

Já dizia o Capitão Barbossa, dos Piratas das Caraíbas, “Por certo tens de estar perdido para encontrares um lugar que não pode ser encontrado. Caso contrário, todos o encontrariam”... mas aqui o lugar maravilhoso a descobrir, é o que fica dentro de nós.

Caminhar sempre pelo mesmo trilho, ler sempre o mesmo género de livros, ouvir o mesmo tipo de música, encontrar as mesmas soluções, estar sempre com as mesmas pessoas, cristaliza-nos… mata-nos aos pouquinhos. Cantava Amália Rodrigues no fado Meia-noite e uma guitarra (letra de Álvaro Duarte Simões), “Viver é estar-se perdido, morrer é estar onde estou (…). É loucura sem sentido caminhar por onde vou”. Caminhar sempre pelo mesmo trilho, é portanto, ir sempre ter ao mesmo destino, onde nada de novo acontece…

É então que a Vida nos tira o “tapete” – e é porque a Vida conspira a nosso favor que nos tira os "tapetes". Estes são as ilusões de que nos rodeamos, as falsas seguranças e repetitivas ideias a que nos habituámos, que foram cristalizando o nosso ser, fazendo com que deixasse de haver espaço para o novo. E como diz outro personagem fictício do cinema, o grande Mestre Yoda da Guerra da Estrelas: Tens de desaprender o que aprendeste”.

Quando o arquétipo que a Runa Nauthiz representa age na nossa vida, há constrangimento, limitação e dor. Essa dor é o alerta de que algo está em desequilíbrio em nós e na forma com estamos a viver. E tal como acontece com os pratos da balança, há algo que é preciso acrescentar … ou retirar … para se conseguir o equilíbrio. A palavra-chave a ter em mente é “oposto complementar”. Afinal tudo o que existe é feito de contrastes, de polaridades.

Portanto, para devolver o equilíbrio a algo que vemos como um problema ou um obstáculo e que está a causar-nos sofrimento, há que olhar para o outro prato da balança, e perceber o que na nossa vida está a mais ou está em falta. E para o fazer é preciso auto-observação e auto-análise, ou seja, olhar para dentro. É também essencial que nos vigiemos, para evitarmos cair nos mesmos padrões emocionais e mentais que antes provocaram o nosso sofrimento. Nas palavras de Albert Einstein, “Não se pode resolver um problema com o mesmo grau de consciência que lhe deu origem”.

O sofrimento pode, por vezes, parecer demais, mas “Deus dá-nos aquilo com que conseguimos lidar, mesmo que não acreditemos nisso” (do filme Beautiful Creatures, de Richard LaGravenese). Tudo isso é a Vida disfarçada de Grande Professora, que nos obriga, por (nossa) necessidade, a crescer, fortalecer-nos, e a encontrar soluções criativas e audazes para retirarmos da nossa vida o que nos limita e ainda aprendermos com isso!

Nauthiz faz-nos descobrir, através da limitação e do constrangimento, a nossa própria sabedoria e força interior, revelando dentro de nós os tais lugares que desconhecíamos existirem. Antes de nos encontrarmos, é preciso estarmos perdidos.

Sejamos gratos a todos os grandes Professores que passam pela nossa vida, seja eles livros, filmes, canções, experiências difíceis ou pessoas que nos magoaram. O nosso crescimento e evolução acontecem graças a todos eles.

Vera Vieira da Silva

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email: v.vieiradasilva@gmail.com

artigo do parceiro: Vera Vieira da Silva

Os Milagres do dia a dia


Artigo publicado no Sapo Lifestyle>Astral
http://lifestyle.sapo.pt/astral/espiritualidade/autoconhecimento-espiritualidade/artigos/os-milagres-do-dia-a-dia

 

Os Milagres do dia a dia



Todos os dias acontecem milhões de milagres no mundo. Acontecem à nossa volta e nas nossas vidas… a maior parte dos quais tão regularmente, que nem nos lembramos mais que são… milagres.
 
 
Ainda na semana passada um bebé de 4 meses foi encontrado nos escombros do terramoto no Nepal, após quase um dia deste ter acontecido. Um choro ouvido debaixo de quantidades imensas de detritos que tinham enterrado por completo esta criança, salvou-a. Quem viu o vídeo do seu salvamento decerto não o esquecerá. Após longos minutos a escavar e a tentar desenterrar o bebé, os salvadores desta criança erguem-na clamando “Deus é grande!”.

Milagre, do latim, “miraculu”, é por definição, um “prodígio, maravilha, coisa extraordinária”. Geralmente atribuímos à divindade o poder de conceder milagres. Mas todos nós - deuses embrionários - temos esse poder. Sabemos bem que as palavras certas no momento certo, por vezes vindas de completos estranhos que não fazem ideia do bem que fizeram, curam e salvam uma pessoa. Até palavras cruzadas, ditas a terceiros, têm o poder extraordinário de alterar por completo o nosso ânimo e estado de espírito. Um simples sorriso de um desconhecido, é por vezes suficiente.

O maior dos milagres talvez seja essa capacidade que todos temos de continuamente gerar, dar Vida, a nós próprios e a outros. As mulheres e os homens têm ambos capacidade de gerar, de formas diferentes... e algumas semelhantes.

É que não se trata apenas da conceção, gestação e geração de um novo ser, um milagre maravilhoso da Vida que acontece connosco e à nossa volta tão regularmente, uma capacidade exclusiva das mulheres, e das fêmeas, se englobarmos os animais. Homens ou mulheres, de cada vez que damos algo de nós, e nos damos, de forma verdadeira, profunda, sentida, criando uma transformação, estamos a gerar nova Vida. E curiosamente, dentro da palavra “dádiva”, está em anagrama a palavra “vida”.

Seja na forma de um filho, um livro, uma canção, um poema, uma pintura, um sorriso ou mil e uma outras formas de dar vida a uma ideia ou um sentir, em cada gesto carinhoso e amoroso, está sempre presente o Milagre da Vida – que é tudo o que resulta do Amor Universal.

E o fruto, nosso filho, é tudo aquilo que trouxer o novo, a esperança e gerar uma transformação emocional, psicológica, mental ou espiritual em nós próprios ou em outras pessoas. A transformação é a base da evolução. E tudo o que gerar um fruto, será fruto da Vida e do Amor, seja ele amor-próprio ou partilhado.

Como a terra trabalhada e preparada para receber a semente, a runa Inguz parece uma representação desta ideia – a Vida é abundante em milagres. E a capacidade de cultivar e gerar está em todos nós. Contudo, Inguz lembra-nos que para podermos testemunhar esses milagres temos de estarmos atentos e recetivos à sua possibilidade, e pôr em ação o nosso próprio poder de gerar… os milagres não acontecem, realizam-se.

A semente plantada tem de ser cultivada com cuidado e carinho, sem tentar apressar o seu processo e o tempo necessário à germinação, que a seu tempo leva ao crescimento, maturação da planta, e ao fruto. Tudo leva o seu tempo… e frutos apanhados antes do tempo certo não têm sabor, não alimentam, nem possuem as sementes maduras, necessárias ao plantio de novos frutos.
A Natureza também nos ensina isto.

A Todos desejo muitos frutos e muitas realizações do Milagre da Vida.

Vera Vieira da Silva

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artigo do parceiro: Vera Vieira da Silva

As Runas e a Abundância



Artigo publicado no Sapo Lifestyle>Astral
http://lifestyle.sapo.pt/astral/praticas/cartas-e-tarot/artigos/as-runas-e-a-abundancia

 

As Runas e a Abundância




Sabias que antigamente o gado que uma família possuía era uma medida da sua riqueza? Hoje, a Runa Fehu - que significa “gado” - fala-nos da abundância e dos recursos à nossa disposição, que podemos e devemos fazer circular. 
 

Parece-nos impossível agora, mas em tempos idos, não existia dinheiro, existiam apenas bens e recursos que eram utilizados para consumo próprio e trocados por outros de que necessitávamos. A capacidade de sobrevivência, sobretudo dos povos do Norte da Europa - de onde vêm as Runas - era ditada pela disponibilidade desses bens, nomeadamente de gado, pela quantidade de subprodutos que a sua produção possibilitava: além da alimentação, vestuário, calçado, aquecimento, isolamento, fertilizante, etc.

Os tempos mudaram, e o gado perdeu a importância que antes tinha. Apesar dos derivados da sua exploração serem muitos e maioritariamente desconhecidos, esta já não é essencial, nem mesmo na alimentação, havendo hoje muitas alternativas. A Runa Fehu adquiriu com o tempo um sentido mais lato, indicando actualmente abundância, riqueza, fertilidade e recursos, significados que sempre teve na sua essência - só deixou de fazer sentido o gado ser o seu símbolo.

Fehu é considerada a runa da sorte, ligada à capacidade de gerir e acumular riqueza. Fazê-lo exige coragem e capacidade de arriscar, mas arriscar com visão e com sentido prático. Esta runa está, portanto, relacionada com o investimento, não necessariamente de dinheiro, mas de tempo e energia, para atingirmos os nossos objectivos e multiplicarmos os nossos bens.

Outro aspecto interessante de Fehu é a ideia da mobilidade e da circulação da riqueza que lhe é inerente. Por um lado, cultiva uma interdependência saudável entre os membros da comunidade, a amizade, a generosidade e as trocas. Essa interdependência é inclusive uma necessidade, porque no caso de uma calamidade ou de uma ameaça exterior, uma comunidade é tanto mais forte e capaz de sobreviver quanto mais unida estiver. E neste sentido, a circulação da riqueza (bens, generosidade, fraternidade) gera mais riqueza.

Por outro lado, como tudo é cíclico, Fehu lembra-nos que nada é permanente, nem deve ser tomado como certo. Mesmo aquilo que conseguimos com suor e esforço, pode ser-nos retirado num piscar de olhos, tal como as mandalas de areia tibetanas podem ser destruídas com um simples passar de mão.

Esta runa ensina-nos que o mais importante é o que fica, quando tudo o resto vai embora: a Experiência e a Sabedoria adquiridas, o Bem praticado... Esses não podem ser destruídos por coisa alguma.

Vera Vieira da Silva

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artigo do parceiro: Vera Vieira da Silva

De onde vêm os nomes dos dias da semana? – Parte II


Artigo publicado no Sapo Lifestyle>Astral
http://lifestyle.sapo.pt/astral/praticas/em-foco-praticas/artigos/de-onde-vem-os-nomes-dos-dias-da-semana-parte-ii 
 

De onde vêm os nomes dos dias da semana? – Parte II




Nas línguas latinas – excluindo a língua portuguesa - é evidente a correspondência dos nomes dos dias da semana aos astros e deuses do panteão romano, enquanto nas línguas germânicas é bem visível a ligação dos dias aos nomes dos deuses nórdicos. Na parte II deste artigo, vamos ver o que há em comum entre ambos. 
 

A Segunda-feira, dia da Lua, é representada por Luna e Mani, dos panteões romano e nórdico respectivamente. Luna, para os romanos, era uma personificação da própria Lua, que era associada a aspectos de algumas deusas, como Diana e Juno. Mani é, também para os nórdicos, a personificação deste astro. Assim, na maioria das línguas de ambos os ramos linguísticos, este dia significa “Dia da Lua”.

Terça-feira tem a energia guerreira e activa de Marte, deus da guerra do panteão romano, enquanto Tyr é o deus guerreiro dos nórdicos. A Runa Tiwaz - uma das 24 letras/runas do antiquíssimo alfabeto nórdico Elder Futhark - está-lhe associada, e a sua energia e significado relacionados com o deus Tyr. O seu símbolo é uma seta virada para cima, que representa, tal como no símbolo astrológico de Marte, uma energia fortemente direccionada. Nas línguas românicas este é o dia de Marte (“Martes”, espanhol; “Mardi”, francês). Nas línguas germânicas, o nome deste dia significa “Dia de Tyr” (“Tuesday”, inglês; “Tirsdag”, dinamarquês, etc).

Quarta-feira era o dia de Mercúrio para os romanos e de Odin para os nórdicos. Tácito, o célebre historiador romano, escreveu na sua obra Germania (séc. I d.C.) que Mercúrio correspondia ao deus Odin dos nórdicos, apesar de historiadores mais recentes discordarem. Ambos os deuses vagueiam pelos céus, possuem um capacete e carregam um bastão (o caduceu de Mercúrio). Ambos são também conhecidos por serem deuses de acção rápida, possuindo reconhecidas qualidades enquanto mensageiros. A maior diferença entre ambos é que Odin é o deus principal do panteão nórdico - considerado o Pai de todos os deuses - e nesse sentido a sua correspondência seria mais a Júpiter (ou Zeus, para os gregos). Nas línguas românicas este é o dia de Mercúrio (“Mercoledì”, italiano; “Mercredi”, francês). Nas línguas germânicas, o nome deste dia significa “Dia de Odin/Wotan” (“Onsdag”, sueco; “Woensdag”, neerlandês). Existe uma Runa de Odin, nem sempre considerada – também chamada de “Runa do Destino” - que não apresenta qualquer símbolo. Representa o Tudo e o Nada, o vazio cheio de possibilidades, uma mudança radical e por vezes a morte.

A Quinta-feira é um dos casos em que as correspondências são mais óbvias. Júpiter é o deus romano do trovão e dos relâmpagos, tal como Thor, dos nórdicos. Quando os germânicos adotaram o calendário romano, verificaram as semelhanças entre ambos os deuses e substituíram Júpiter pelo seu próprio deus, Thor, e é assim que ainda hoje a quinta-feira é o “Dia de Thor” (“Thursday”, inglês; “Torsdag”, dinamarquês, etc). Thurisaz é a Runa de Thor – Þórr (a primeira letra é o símbolo desta Runa) - e o seu significado está associado aos elementos naturais, à força e à resistência, características deste deus. Nas línguas românicas, o nome deste dia significa “Dia de Júpiter” (“Jueves”, espanhol; “Jeudi”, francês).

Sexta-feira apresenta, igualmente, visíveis correspondências entre as mitologias romana e nórdica. Tal como Vénus, Freya é deusa nórdica da beleza e do amor, sendo também a deusa da sexualidade, da sensualidade, da fertilidade, da música e das flores. Freya dá o nome a este dia nas línguas germânicas ("Freitag", alemão; "Friday", inglês). Nas línguas românicas, o nome deste dia significa “Dia de Vénus” (“Venerdi”, italiano; “Vendredi”, francês).

Sábado e Domingo eram, tanto para os povos germânicos como para os romanos, os dias de Saturno e do Sol. Nas línguas germânicas isso ainda é bem visível (“Saturday”, sábado em inglês; “Sunday”, domingo em inglês). Nas línguas românicas o significado destes dias era também evidente - “Dies Saturnis” e “Dies Solis” (latim) - mas perdeu-se com o tempo essa ligação entre os nomes dos dias da semana e os astros, tendo estes entretanto recebido designações de carácter religioso.

Para mais esclarecimentos sobre este tema consultar Parte I deste artigo

Vera Vieira da Silva
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email: v.vieiradasilva@gmail.com

De onde vêm os nomes dos dias da semana? – Parte I


Artigo publicado no Sapo Lifestyle>Astral
http://lifestyle.sapo.pt/astral/praticas/em-foco-praticas/artigos/de-onde-vem-os-nomes-dos-dias-da-semana-parte-i



De onde vêm os nomes dos dias da semana? – Parte I

Já deve ter reparado que só na Língua Portuguesa os dias da semana terminam em "feira". O que talvez não saiba é que, originalmente, cada dia era dedicado a um astro e a um deus, e que isso é ainda hoje evidente na maioria das línguas europeias… mas não na nossa. 
 
Nas outras línguas latinas, os nomes dos dias da semana derivam directamente dos nomes dos astros do sistema solar, que correspondem também aos deuses do panteão romano, com excepção do Sol e da Lua, que procedem de Solis e Luna, personificações pouco conhecidas destes astros, que equivalem a Helios e Selene do panteão grego.

Contudo, sabe-se que a existência de uma semana de sete dias já vinha do Egipto Helenístico, e que esse número se deve aos sete corpos celestiais visíveis – o Sol, a Lua e os planetas Marte, Mercúrio, Júpiter, Vénus e Saturno.

Quanto às línguas germânicas, as designações dos dias da semana são quase todas procedentes dos deuses do panteão nórdico ou de astros, correspondendo também algumas a Runas do seu alfabeto, com nomes semelhantes aos dos deuses. Se nos lembrarmos que cada Runa é uma representação ideográfica e pictográfica de um poder ou de um princípio cósmico, escrever com caracteres rúnicos era, literalmente, escrever na linguagem dos deuses e invocá-los.

Domingo
Segunda-feira
Terça-feira
Quarta-feira
Quinta-feira
Sexta-feira
Sábado
Dia do Sol
(Solis)
Dia da Lua (Luna)
Dia de Marte
Dia de Mercúrio
Dia de Júpiter
(Jove)
Dia de Vénus
Dia de Saturno
Dies Solis (latim)
Dimanche (francês)
Domenica (italiano)
Domingo (espanho)
Dies Lunae (latim)
Lunes (espanhol)
Lunedi (italiano)
Lundi (francês)
Dies Martis (latim)
Martes (espanhol)
Martedi (italiano)
Mardi (francês)
Dies Mercurii (latim)
Miércoles (espanhol)
Mercoledì (italiano)
Mercredi (francês)
Dies Jovi (latim)
Jueves (espanhol)
Jeudi (francês)
Giovedi (italiano)
Dies Veneris (latim)
Vendredi (francês)
Venerdi (italiano)
Venres (romeno)
Dias Saturni (latim)
Sábado (espanhol)
Samedi (francês)
Sabato (italiano)
Domingo
Segunda-feira
Terça-feira
Quarta-feira
Quinta-feira
Sexta-feira
Sábado
Dia de Sunna (Sol)
Dia de Mani (Lua)
Dia de Tyr/Tiu
Dia de Wotan/Odin
Dia de Thor
Dia de Freya
Dia de Saturno
Sunday (inglês)
Sonntag (alemão)
Söndag (sueco)
Monday (inglês)
Montag (alemão)
Måndag (sueco)
Tuesday (inglês)
Tirsdag (dinamarquês)
Tisdag (sueco)
Wednesday (inglês)
Woensdag (neerlandês)
Onsdag (sueco)
Thursday (inglês)
Torsdag (dinamarquês)
Donnerstag (alemão)
Freitag (alemão)
Friday (inglês)
Fredag (sueco)
Saturday (inglês)
Zaterdag (neerlandês)
Samstag (alemão)

Como já vimos, o Sábado e o Domingo eram, originalmente, o Dia de Saturno e o Dia do Sol. Nas línguas germânicas isso ainda é bem visível. A exceção está nas línguas românicas, porque perderam com o tempo a ligação antiga aos astros que lhes deram o nome.

Sábado, nas línguas românicas, vem de “Sabbath”, o dia de descanso dos judeus. Domingo, nas várias formas linguísticas que assumiu, vem da designação eclesiástica entretanto dada a este dia, “Dies Dominicus” - dia do Senhor - por ser o dia de descanso dos cristãos, de acordo com a Bíblia que afirma que Deus descansou ao 7º dia, após criar o Mundo.

Independentemente da família linguística, é possível verificar que, de uma forma geral, a tónica de cada dia coincide em ambos os ramos linguísticos. A parte II deste artigo dará destaque a esta ligação.

E então na Língua Portuguesa? Porque é que os nomes dos dias da semana terminam em “feira”?

Até ao século 6 d.C., no território que viria a ser Portugal - o que só aconteceu em 1143 - os dias da semana eram igualmente nomeados de acordo com os deuses que os romanos cultuavam. Foi Martinho de Dume, um bispo de Braga, que considerando indigno que bons cristãos continuassem a nomear os dias de semana de acordo com os deuses “pagãos”, resolveu criar nomes especiais para os dias da Semana Santa, que antecedem a Páscoa, em que de acordo com a Bíblia, os cristãos deveriam descansar. "Feira" vem de feria, que significa “dia de descanso”.

Infelizmente, a utilização desses nomes generalizou-se, e hoje a Língua Portuguesa é a única língua latina em que os dias da semana seguem uma numeração ordinal. Provavelmente, esta foi também uma manobra da Igreja, para tentar erradicar as nomes dos deuses romanos dos nomes dos dias da semana, substituindo-os por uma designação eclesiástica.

Cabe a cada um de nós recordar a origem das palavras que utilizamos, para não deixar que se percam estes significados que o tempo ocultou, que revelam conexões etimológicas e culturais transversais, reforçando a ideia de que tudo está ligado na sua origem.

Vera Vieira da Silva

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email: v.vieiradasilva@gmail.com

artigo do parceiro: Vera Vieira da Silva

quarta-feira, 11 de março de 2015

Quarta-feira


Hoje é Quarta-feira, dia de Mercúrio (´Dies Mercurii', latim; 'Mercredi', francês; 'Mercoledì', italiano).

Para os nórdicos, era o dia de Odin ou Wotan - o principal deus do seu panteão - o que é ainda bem visível nas línguas germânicas: 'Onsdag' (sueco), 'Wednesday' (inglês), 'Woensdag' (neerlandês).

Conta a lenda que o deus Odin se pendurou na Árvore da Vida que liga os mundos - Yggdrasil - durante nove dias e nove noites, após os quais terá encontrado as Runas e iniciado os Homens nos seus mistérios.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Sabe o que são Runas?




O meu primeiro artigo para o Sapo Lifestyle&;Astral, publicado hoje :)

Disponível em: http://lifestyle.sapo.pt/astral/praticas/cultos-a-natureza/artigos/sabe-o-que-sao-runas


Sabe o que são Runas?


As Runas são um oráculo, com origens que remontam aos antigos povos germânicos. Tal como o Tarot, as Runas são utilizadas para adivinhação e para clarificar questões que precisamos de compreender nas nossas vidas, funcionando como uma espécie de espelho interior. As respostas que elas nos dão, geralmente, já sabemos de algum modo. E perguntará: "Mas então qual é a utilidade delas?". A utilidade das Runas é que tornam o inconsciente consciente - e isso faz toda a diferença. 
 

Cada Runa corresponde a uma letra dos antigos alfabetos rúnicos - o mais antigo deles utilizado entre 250 a.C. e 500 d.C. - que foram os primeiros sistemas de escrita desenvolvidos e utilizados pelos povos germânicos. Todas tinham um nome e um som distinto, mas eram muito mais do que simples letras, com o sentido que hoje têm para nós. Cada Runa era considerada uma representação ideográfica e pictográfica de um poder ou de um princípio cósmico, pelo que escrever uma runa era invocar e direccionar a força que esta representava.

As Runas são uma poderosa ferramenta de auto-conhecimento, um veículo de comunicação de uma mensagem, que chega até nós por afinidade. Isso significa que o nosso próprio magnetismo na altura em que lançamos as Runas atrai a resposta certa, que vem assim, naturalmente, ter connosco. Resposta “certa”, é aquela que precisamos de ouvir num determinado momento. Tal implica que não existam acasos, nem respostas fortuitas.

Apesar das Runas serem poderosas, o seu “poder” não está nas Runas físicas, está nos arquétipos que estas representam. Estes símbolos, arquétipos da evolução humana, têm de ser revestidos de uma forma física para poderem ser manejados no plano físico, mas o que lhes dá vida não é isso.

As Runas funcionam como um espelho, que devolve uma imagem simbólica correspondente ao esclarecimento que pedimos. A Afinidade determina a qualidade energética das Runas que constituem a resposta, que depende também do nosso estado emocional e mental na altura, para que possamos compreender a resposta e beneficiar dela. É por isso que há sempre uma sensação de familiaridade nas respostas, como se de algum modo já soubéssemos o que elas nos dizem, ainda que não de forma consciente.

As palavras têm uma energia própria e o poder de transformar a (nossa) realidade. Os antigos povos germânicos sabiam disso, e no fundo todos o sabemos intuitivamente, porque reconhecemos que determinadas palavras escritas ou faladas têm o poder de mudar a nossa percepção sobre pessoas, situações e sobre a Vida. E isso é algo de intemporal, que as Runas nos permitem utilizar para crescermos em sabedoria e consciência.

Vera Vieira da Silva

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artigo do parceiro: Vera Vieira da Silva

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

As Runas #11


Amanhã, quinta-feira, é dia de Thor! 


Thor > Thursday = Thor day (dia de Thor) ou Donner (trovão) > Donnerstag = Donner tag (dia do trovão), quinta-feira em alemão 

Na mitologia nórdica, Thor (nórdico antigo: Þórr) ou Donar (alto-alemãoantigo) é o deus que empunha o martelo Mjolnir e que ao brandi-lo provoca os relâmpagos e trovoões.

Por isso Thor está associado aos trovões, relâmpagos e tempestades. Está também associado à força e ao carvalho, árvore de enorme resistência.

Thor - filho do deus "Pai de todos", Odin, e de Jord ( "Terra", em islandês) - é considerado um protector da humanidade, ligado à cura e à fertilidade.

Thor está associado à runa Thurisaz, com o símbolto/letra (Þ), ligado à força (inconsciente), aos elementos naturais destruidores (gigantes), aos conflitos (e às complexidades da agressividade) e à sexualidade masculina agressiva.

Por outro lado, esta runa está ligada à tomada de consciência (ou energia transformada em consciência) e ao despertar (luz, relâmpago), ao entusiasmo, vitalidade física (inclusive cura) e fertilidade.

Tudo bate certo - como não podia deixar de ser - porque o relâmpago é também um símbolo de Zeus e Júpiter, do panteão Grego e Romano respectivamente, e a quinta-feira é também o seu dia 

... e é por tudo isto que adoro estudos comparados e conhecer a etimologia das palavras... 

Pintura: "Batalha de Thor contra o Jötnar" (1872) por Mårten Eskil





segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Runas + Quartzo Rosa



* Novo conjunto de Runas em quartzo rosa  

... com uma energia muita suave e compassiva, própria para trabalhar assuntos específicos que pedem uma maior sensibilidade. 

Só de tocar nelas parece que a energia muda, como se nos tornassem mais receptivos, abertos à compreensão e ao reconhecimento daquilo que por vezes não queremos ver.

E de facto, parte do objectivo das runas é o de trazer para o consciente o que se esconde sob as nossas ilusões e os nossos medos, impedindo-nos de crescer.

Mas com esta energia específica, é como se logo à partida sentíssemos que, seja o que for, está tudo bem...

A energia do quartzo rosa, aliada à vibração das runas com os seus significados é impressionante, asseguro