Mostrar mensagens com a etiqueta História e Lendas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta História e Lendas. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Siegfried

Desde que vi este filme há muitos anos, fiquei impressionada com a beleza e a originalidade da sua música, sobretudo a que acompanha esta cena do magnífico filme "Excalibur", de John Boorman (1981). Mais tarde descobri tratar-se da Marcha Funerária de Siegfried, personagem da tetratalogia "O Anel do Nibelungo", de Richard Wagner. De marcha funerária esta música tem muito pouco... Wagner expressa como ninguém nesta composição que os heróis como Siegfried (e o Rei Artur, neste filme), quando morrem, tornam-se imortais... se é que não o foram sempre.


Siegfried é um herói lendário da mitologia nórdica e a personagem central da Saga dos Völsunga. As primeiras representações de Siegfried e da sua lenda vieram de representações pictóricas em 7 pedras rúnicas encontradas na Suécia e de outra pedra conhecida pelo nome "Gök" (séc.XI).

terça-feira, 14 de junho de 2016

Na presença das Runas

Ver as Runas com os meus olhos, sentir com as minhas mãos os contornos dos familiares símbolos gravados na pedra há pelo menos um milhar de anos, retirando com os dedos a poeira que se acumulou nas reentrâncias para confirmar de que runa se tratava, foi uma experiência  profundamente significativa para mim. 

Em Skansen, na Suécia, com uma das primeiras
pedras rúnicas que vi, conhecida pelo nome de Ölstastenen.
Estar pela primeira vez na presença das Runas foi como estar perante um portal do Tempo. Senti-me suspensa, apenas sentindo a força e o magnetismo daqueles símbolos há tanto tempo gravados por quem os utilizava, e que até aquele momento eu apenas tinha conhecido e estudado por livros e imagens. Mesmo utilizando regularmente as Runas enquanto oráculo, nunca as tinha sentido como tão "reais"... talvez nunca me tivesse sentido tão ligada a elas até aquele momento. Ao ver e tocar nas Runas, senti uma ligação profunda a elas, senti que faziam parte de mim. Não sei como explicá-lo de outra forma.

As Runas, utilizadas desde 250 a.C., são um sistema de escrita avançado: além de cada letra/runa ter um valor fonético que em conjunto com outras letras/runas forma palavras com significados específicos, cada letra/runa tem também um valor em si mesma, isoladamente. Assim, cada letra dos alfabetos rúnicos está associada a uma força da natureza (relâmpago, árvore, animal, fruto, etc) e/ou um princípio cósmico, geralmente personificada num deus do panteão nórdico. 

Outra pedra rúnica em Skansen
Os antigos povos nórdicos falavam línguas que estão na origem das actuais línguas germânicas (alemão, inglês, sueco, dinamarquês, norueguês, etc) e essa influência e semelhança entre elas é bem visível se compararmos, por exemplo, os nomes dos dias da semana nestas línguas, que correspondem também aos nomes de alguns dos principais deuses nórdicos. 
As línguas proto-germânicas eram amplamente faladas, mas o significado oculto em cada símbolo era conhecido apenas por alguns, segundo se crê, os chamados "druidas", a quem os chefes das tribos recorriam para obter o conselho deste oráculo relativamente a decisões importantes que precisavam de tomar. 

Pormenor da mesma pedra rúnica, com as
runas Nauthiz, Wunjo e Uruz bem visíveis.  
Cada runa, ou seja, cada letra dos alfabetos rúnicos - sendo o Elder Futhark o mais antigo e aquele que utilizo - tem assim um som, um nome, uma grafia e um significado. Muito além de uma letra, uma Runa é a expressão simbólica de um poder ou princípio cósmico, cuja representação é pictográfica e inspirada na Natureza e na sua imensa sabedoria.

Um agradecimento muito especial 
à minha mãe, Helena, que possibilitou 
esta experiência tão importante para mim. 

Vera Vieira da Silva

***********************************

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Vida Inteligente / Inteligent Life

Os primeiros 3 Programas "Vida Inteligente" legendados em inglês:
The first 3 "Inteligent Life" Programs with english subtitles:

1) Vida material e Espiritualismo / Material Life and Spiritualism
2) Portais Dimensionais / Dimensional Portals
3) Mundos Subterrâneos / Subterranean Worlds

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Meus olhos van per la Mare....

Finalmente encontrei, depois de meses à procura!!!

Esta é a primeira música que se conhece em que é feita referência a Portugal. É do séc. XIV, de autor desconhecido, e a letra foi escrita em galaico-português.

Gostei tanto da primeira vez que a ouvi - cantada pelo Grupo Coral "O Tempo Canta" - que a melodia ficou gravada na minha memória. Uma preciosidade...


"Meus olhos van per la mare, 

mirando van Portugale. 

Meus olhos van per lo rio, 

buscando van Douro e Minho".


domingo, 31 de maio de 2015

Quinhentos

"Quinhentos", 500 anos de História de Portugal

"Quinhentos (Five Hundred)", 500 years of Portuguese History


Abertura das Festas de Lisboa' 2015












terça-feira, 26 de maio de 2015

Terça-feira - Dia de Marte / Tyr

"Terça-feira tem a energia guerreira e activa de Marte, deus da guerra do panteão romano, enquanto Tyr é o deus guerreiro dos nórdicos. A Runa Tiwaz - uma das 24 letras/runas do antiquíssimo alfabeto nórdico Elder Futhark - está-lhe associada, e a sua energia e significado relacionados com o deus Tyr. 

O seu símbolo é uma seta virada para cima, que representa, tal como no símbolo astrológico de Marte, uma energia fortemente direccionada.Nas línguas românicas este é o dia de Marte (“Martes”, espanhol; “Mardi”, francês). Nas línguas germânicas, o nome deste dia significa “Dia de Tyr” (“Tuesday”, inglês; “Tirsdag”, dinamarquês, etc)."

Continua aqui
Resultado de imagem para marte symbol

quarta-feira, 11 de março de 2015

Quarta-feira


Hoje é Quarta-feira, dia de Mercúrio (´Dies Mercurii', latim; 'Mercredi', francês; 'Mercoledì', italiano).

Para os nórdicos, era o dia de Odin ou Wotan - o principal deus do seu panteão - o que é ainda bem visível nas línguas germânicas: 'Onsdag' (sueco), 'Wednesday' (inglês), 'Woensdag' (neerlandês).

Conta a lenda que o deus Odin se pendurou na Árvore da Vida que liga os mundos - Yggdrasil - durante nove dias e nove noites, após os quais terá encontrado as Runas e iniciado os Homens nos seus mistérios.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

As Runas #11


Amanhã, quinta-feira, é dia de Thor! 


Thor > Thursday = Thor day (dia de Thor) ou Donner (trovão) > Donnerstag = Donner tag (dia do trovão), quinta-feira em alemão 

Na mitologia nórdica, Thor (nórdico antigo: Þórr) ou Donar (alto-alemãoantigo) é o deus que empunha o martelo Mjolnir e que ao brandi-lo provoca os relâmpagos e trovoões.

Por isso Thor está associado aos trovões, relâmpagos e tempestades. Está também associado à força e ao carvalho, árvore de enorme resistência.

Thor - filho do deus "Pai de todos", Odin, e de Jord ( "Terra", em islandês) - é considerado um protector da humanidade, ligado à cura e à fertilidade.

Thor está associado à runa Thurisaz, com o símbolto/letra (Þ), ligado à força (inconsciente), aos elementos naturais destruidores (gigantes), aos conflitos (e às complexidades da agressividade) e à sexualidade masculina agressiva.

Por outro lado, esta runa está ligada à tomada de consciência (ou energia transformada em consciência) e ao despertar (luz, relâmpago), ao entusiasmo, vitalidade física (inclusive cura) e fertilidade.

Tudo bate certo - como não podia deixar de ser - porque o relâmpago é também um símbolo de Zeus e Júpiter, do panteão Grego e Romano respectivamente, e a quinta-feira é também o seu dia 

... e é por tudo isto que adoro estudos comparados e conhecer a etimologia das palavras... 

Pintura: "Batalha de Thor contra o Jötnar" (1872) por Mårten Eskil





domingo, 27 de fevereiro de 2011

Aengus




Aengus

by Deedra Jackson
Also known as "Angus the young", he was considered the Irish god of love. He was a young handsome god that had four birds flying about his head -- some say they symbolize kisses -- who inspired love in all who heard them. He was the son of Dagda and Boann ('the wife of Elcmar').

Once, Aengus was troubled by the dream of a young maiden, He instantly fell in love with her and became love sick. He told his mother Boann and she searched the whole of Ireland for the maiden, but after a year she still had not found the maiden. Then Dagda was called and he searched Ireland for a year, and still did not find the maiden. Finally Bov the Red, king of the Dananns in Munster and Dagda's aide, was called to search and after a year he found the maiden.

Aengus was taken to the lake of the Dragon's Mouth, and there he saw 150 maidens all chained with gold into pairs. He spied her at once and her name was Caer, the daughter of Ethal and Anubal, a prince of the Dananns of Connact. On November first she and all the other maidens are transformed into swans for a year. He was told if he could identify her as a swan he could marry her. On November 1 Aengus went out to the lake and called to his love, and once he had found her he then turned in to a swan himself and joined her. They flew off together singing such a beautiful song that all who heard them fell asleep for three days and nights.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Tuatha Dé Danann


"If on a summer's night a wreath of light glittered on the grass of a meadow, wise mortals drew away. The light was a fairy ring of elfin dancers, and the man or the maid who stepped within its glow would be imprisioned in their world."


The Enchanted World: Fairies and Elves


Desenho: E.R. Hughes


* os vossos comentários são muito bem-vindos! *

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Anúna




Ouvi esta música maravilhosa agora há momentos vendo "A morte de Ana Bolena" ("The Death of Anne Boleyn"), o último episódio da 2ª temporada da série "The Tudors". Há já muito tempo escrevi aqui sobre ela, a segunda mulher de Henrique VIII, mandada executar pelo seu marido. O seu discurso momentos antes da execução é de uma coragem e de uma dignidade impressionantes. Se quiserem vê-lo procurem nos posts anteriores, com o tag "História".

Aquando da sua morte vemos imagens de Ana voltando a ser menina, voltando aos braços de seu pai...voltando a casa ... Não será a morte como voltar a casa ?


...curiosamente a letra desta música fala disso mesmo, voltar a casa (letra)


ANÚNA - Jerusalem



* os vossos comentários são muito bem-vindos! *

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Eragon


Eragon: You can hear my thoughts!
Saphira: I've waited 1000 years to hear your thoughts. And now you can hear mine. I am Saphira. And you are my Rider.



"Eragon", de Stefen Fangmeier (2006)


* os vossos comentários são muito bem-vindos! *

sábado, 4 de outubro de 2008

Henna

Cenas de um casamento: a mão de uma noiva pintada de henna

Desde a primeira vez que vi as pinturas feitas com henna fiquei encantada com a beleza dos desenhos e com o efeito que dão nas mãos... como se acentuassem a sua (já enorme) capacidade de expressão... Um dia gostava que pintassem as minhas mãos assim! :)
Interessante também é saber a origem de tradições como esta, e qual o seu significado. Se quiserem saber um pouco mais leiam abaixo!



A Protecção da Henna

Baraka in Arabic means "blessing". Henna was said to be able to avert evil because it had "baraka", or the quality of "blessedness". Henna was also called nor n-nbi, "the Light of the Prophet" because of it’s usefulness and protective influence. The henna stain was a barrier between the outer world of malevolent spirits, the "Evil Eye", and potentially polluting or injurious forces, and the body and soul of the wearer. It defended the wearer against the attacks of a hostile and dangerous world (Westermarck 1926, vol. 1: 113 and Tauzin, 1998).

Henna stains on the hands were considered to protect the body from head to navel, and stains on the feet offered protection from the "Evil Eye" from the navel to the feet (Tauzin, 1998). Henna was applied to a bride’s feet and shoes repeatedly, presumably to offer additional protection to the woman’s womb. Walnut root, used to darken the lips, and kohl, used to outline the eyes were also believed to have baraka, and to be capable of averting the "Evil Eye", so were used on the sacrificial animal, the boy, and the bride in conjunction with henna (Westermarck 1926, vol 1: 113).

"A grande noite da Henna"

In Fez, five days before the wedding, the bride was taken to the hamam, the village bathhouse, to be purified with both water and henna. Before the bride could safely visit the hamam, women of the bride’s family entered the bath house with a lit candle, and trilled zgrit, a loud, shrill,high pitched ululation, to ward off jnun, who haunted bathhouses. They repeated this ritual for three days to dispel malicious spirits lurking in the drains and sewers that might spoil the desired proceedings. Seven women bathed the bride with seven buckets of water "so that she would have no quarrel with her husband", speaking the words: "L-ma aman u s-sarr ma kan", "The water is safety and quarrel there is none"(Westermarck, 1914: 136). A bride might be divorced if she got along poorly with her husband; villagers believed domestic quarrels were provoked by demons, so they attempted to cleanse the bride of this potential problem.

On her return from the hamam, the bride went behind a curtain which had been set up in her room, and visited with unmarried girls of her own family. After dinner a m’allma l’hannaya, or a professional henna artist, was called in to henna the bride if the family was wealthy enough to afford one. The designs reserved for brides are called l-hanna be t-t’qwisa. (Westermarck 1914: 137)

Women applied henna patterns to the bride’s hands and arms. Henna or black harquus patterns adorned her face. A woman rubbed swak, black walnut, on her lips. A woman dipped an ivory or silver pin into kohl and drew it between her closed eyelashes to blacken her eyelashes and eyelids. After the bride was hennaed and adorned, the men who accompanied the bride were also hennaed. In the Ait Yusi tribe, a married woman who had been married once and never divorced pounded the henna leaves into a fine pulp, imbuing the henna paste with the luck of marriage. If a divorced woman pounded the henna, her bad luck would transfer to the bride and she would be divorced (Westermarck 1914: 149). Women ornamented the bride with henna from her feet to her knees with patterns that would protect her from the evil eye. Slippers sent by the groom were put on her hennaed feet, with a needle or salt placed in the right slipper as charms against the jnun. When she removed her slippers, the scraps of henna were carefully shaken out into water, so that they could not be used in magic spells against her (Westermarck 1914, p 150). After an Ait Yusi bride had been hennaed, she was draped with a veil painted with a broad circle of henna, called ayyur, "moon" (Westermarck, 1914: 152) (Tazi, Viola; 1999:28 – 30). The hennaed veil covered her hair and face before she was presented to the groom.
The "Great Night of the Henna" was usually celebrated in the bride’s home the night after groom came to claim her. The groom, at his own home, was bathed, shaved, adorned with henna and celebrated. An Ait Sadden bride was clothed in her bridal attire and seated on a mat to be hennaed. Women sang, "Go out, may you give birth to male twins" and trilled zgrit during the henna application before she was presented to the guests and the husband.


Fonte aqui

Fonte das imagens:



* os vossos comentários são muito bem-vindos! *

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Visita às Pirâmides

Que saudades destes desenhos!!! Astérix, Obélix, Panoramix e claro, Idéfix, fazem uma visita às pirâmides do Egipto!





ah...e nos tempos de Cleópatra os egípcios falavam assim... ;)



"Astérix e Cleópatra" (1968)

* os vossos comentários são muito bem-vindos! *

sábado, 19 de julho de 2008

Raqs Sharqi


Raqs Sharki significa "Dança do Oriente" em árabe.

Neste vídeo vemos os Músicos do Nilo com a bailarina tunisina Leila Haddad numa colaboração muito especial! Este vídeo é excelente porque em poucos minutos mostra várias músicas e estilos de dança. E se quiserem saber um pouco sobre a história desta dança espreitem abaixo...




Sobre esta dança e as mulheres egípcias de hoje, Patricia Spencer diz " they will happily dance spontaneously in their own homes when gathered together with other women and children, [but] the vast majority of Egyptian women will not dance in public unless at, for example, the wedding of a close member of their family. But was the same true in ancient Egypt?

(...) The same was not true in the temples where both men and women danced and sang in praise of the gods, and the cults of female deities in particular, such as Isis and Hathor, were dominated by priestesses and female devotees. Most temple rituals involving singing and dancing took place within the temple, into which only the king and priests or priestesses were admitted, so this female temple dancing could not be said to have happened ‘in public’ and it may well have been somewhat staid and ritualistic"

(...) Women are also shown in tomb scenes dancing and playing music before the deceased and his family at banquets, in the hope that this scene would be repeated eternally in the next world."


Fonte aqui

* os vossos comentários são muito bem-vindos! *

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Dalai Lama e Heinrich Harrer





Wherever I live, I shall feel homesick for Tibet.
I often think I can still hear the cries of wild geese and cranes and the beating of their wings as they fly over Lhasa in the clear cold moonlight. My heartfelt wish is that my story may create some understanding for a people whose will to live in peace and freedom has won so little sympathy from an indifferent world.


—Seven Years in Tibet by Heinrich Harrer



Fonte: Heinrich Harrer Limited Portfolio Editon



* os vossos comentários são muito bem-vindos! *

terça-feira, 10 de junho de 2008

A Portuguesa

Em homenagem ao dia de hoje....




Temos um Hino Nacional com uma letra tão linda, mas nem sabemos a 2ª e a 3ª parte, porque simplesmente não a cantamos, é uma pena! ... talvez seja até a parte mais interessante de todo o hino .... "A Portuguesa" é uma composição de Alfredo Keil e Henrique Lopes de Mendonça que, como diz o Portal do Governo, se juntaram "numa feliz e extraordinária aliança de música e poesia".




I

Heróis do mar, nobre povo,

Nação valente, imortal

Levantai hoje de novo

O esplendor de Portugal!


Entre as brumas da memória,

Ó Pátria, sente-se a voz

Dos teus egrégios avós

Que há-de guiar-te à vitória!


Às armas, às armas!

Sobre a terra sobre o mar,

Às armas, às armas!

Pela Pátria lutar

Contra os canhões marchar, marchar!


II

Desfralda a invicta Bandeira,

À luz viva do teu céu!

Brade a Europa à terra inteira:

Portugal não pereceu


Beija o solo teu jucundo

O oceano, a rugir d`amor,

E o teu Braço vencedor

Deu mundos novos ao mundo!


Às armas, às armas!

Sobre a terra sobre o mar,

Às armas, às armas!

Pela Pátria lutar

Contra os canhões marchar, marchar!


III

Saudai o Sol que desponta

Sobre um ridente porvir;

Seja o eco de uma afronta

O sinal de ressurgir.


Raios dessa aurora forte

São como beijos de mãe,

Que nos guardam, nos sustêm,

Contra as injúrias da sorte.


Às armas, às armas!

Sobre a terra, sobre o mar,

Às armas, às armas!

Pela Pátria lutar

Contra os canhões marchar, marchar!



Fonte: Portal do Governo


* os vossos comentários são muito bem-vindos! *

segunda-feira, 9 de junho de 2008

O Povo das Estrelas




Excertos de um artigo publicado no





“A hipótese mais aceite é que o Povo Cigano teve seu berço na civilização da Índia antiga (…). Compara-se o sânscrito, que era escrito e falado na Índia (um dos mais antigos idiomas do mundo), com o idioma falado pelos ciganos e encontraram um sem-número de palavras com o mesmo significado. E assim, os Ciganos são chamados de "povos das estrelas" e dizem que apareceram há mais de 3.000 anos, ao Norte da Índia, na região de Gujaratna, localizada na margem direita do Rio Send, de onde foram expulsos por invasores árabes. (…) Outros pontos também colaboram para que esta hipótese seja reforçada, como a tez morena comum aos hindus e ciganos, o gosto por roupas vistosas e coloridas, e princípios religiosos como a crença na reencarnação e na existência de um Deus Pai e Absoluto.”

“(…) Porém, de acordo com a Tradição Cigana, a teoria mais freqüente sobre a origem do Povo Cigano, é que após um período de adaptação neste planeta, os ciganos teriam surgido do interior da Terra e esperam que um dia possam regressar ao seu lar. Existem lendas que falam que os ciganos seriam filhos da primeira mulher de Adão, Lilith, e, portanto, livres do pecado original) e por isso eles não aceitam de modo algum ser empregados dos "gadjé" (não-ciganos) e apegam-se a antigas profissões artesanais que caracterizam suas tribos e são ensinadas desde cedo às crianças."

"O Povo Cigano é guardião da LIBERDADE. Seu grande lema é: "O Céu é meu teto; a Terra é minha pátria e a Liberdade é minha religião", traduzindo um espírito essencialmente nômade e livre dos condicionamentos das pessoas normais geralmente cerceadas pelos sistemas aos quais estão subjugadas. A vida é uma grande estrada, a alma é uma pequena carroça e a Divindade é o Carroceiro."

"(...) Na verdade, cigano que se preza, antes de ler a mão, lê os olhos das pessoas (os espelhos da alma) e tocam seus pulsos (para sentirem o nível de vibração energética) e só então é que interpretam as linhas das mãos. A prática da Quiromancia para o Povo Cigano não é um mero sistema de adivinhação, mas, acima de tudo um inteligente esquema de orientação sobre o corpo, a mente e o espírito; sobre a saúde e o destino."

"A família é a base da organização social dos ciganos, não havendo hierarquia rígida no interior dos grupos. O comando normalmente é exercido pelo homem mais capaz, uma vez que os ciganos respeitam acima de tudo a inteligência (…). A figura feminina tem sua importância e é comum haver lideranças femininas como as phury-day (matriarca) e as bibi (tias-conselheiras), lembrando que nenhum cigano deixa de consultar as avós, mães e tias para resolver problemas importantes por meio da leitura da sorte."

“(…)Também para os ciganos tudo na vida é "maktub" (está escrito nas estrelas), por isso são atentos observadores do céu e verdadeiros adoradores dos astros e dos sidéreos. Os ciganos praticam a Astrologia da Mãe Terra respeitando e festejando seus ciclos naturais, através dos quais desenvolvem poderes verdadeiramente mágicos."



Fonte: Parte deste texto foi retirada de uma Palestra apresentada pela Cigana Sttrada (do clã Kalon) na 7ª edição do "Encontro para a Nova Consciência", em Fevereiro de 1998, em Campina Grande-PB (Brasil), e publicado no site com o link acessível através do título .



* Este ano as festas populares de Lisboa têm um extenso programa dedicado ao povo cigano!*



* os vossos comentários são muito bem-vindos! *

domingo, 8 de junho de 2008

Dyonisus & Ariadne

Ariadne era a filha de Minos, rei de Creta e da sua rainha, Pasiphaë, filha de Helios, deus do Sol. Apaixonou-se por Teseu quando este foi para Creta, voluntariamente, como sacrifício ao Minotauro que habitava o labirinto construído por Dedalus, este tão bem projectado que quem se aventurasse por ele não conseguia mais sair e era devorado pelo Minotauro. Mas Teseu resolveu enfrentar o monstro. Ariadne, para ajudar o seu amado, deu-lhe uma espada e um novelo de linha (Fio de Ariadne), para que ele pudesse achar o caminho de volta. Teseu saiu vitorioso e partiu de volta para a sua terra com Ariadne. No caminho de volta passaram pela Ilha de Naxos, onde aportaram para descansar. Assim que Ariadne adormeceu, Teseu abandonou-a na ilha e retornou sem ela. Ao acordar, vendo-se sozinha, Ariadne desespera. A deusa Afrodite, ao perceber o seu desespero, tem pena de Ariadne e promete-lhe um amante imortal, em lugar do ingrato mortal que a enganara.


Naxos era a ilha preferida de Dyonisus (Baco), filho de Zeus e Sêmele, onde foi deixado depois de ter sido capturado por marinheiros. Encontrando Ariadne em desespero, Dyonisus consola-a, abraçando-a carinhosamente, e curando o seu coração ferido. E admirando-a pela sua lealdade e coragem, logo a toma como esposa. Dyonisus dá a Ariadne uma linda coroa de ouro como presente de casamento, cravejada de pedras preciosas, que, a pedido dela, ele atira ao céu quando Ariadne morre. Conservando a sua forma, a bela coroa logo se torna numa constelação, repleta de estrelas brilhantes (Corona Borealis), e Ariadne torna-se imortal.


















Texto adaptado dos seguintes sites:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ariadne

http://www.museumoflove.org/pages/ariadne.html

http://en.wikipedia.org/wiki/Ariadne

Nota: existem diferentes versões da história, por isso adaptei os textos de forma a tentar juntá-las todas.


* os vossos comentários são muito bem-vindos! *

segunda-feira, 2 de junho de 2008

O Arco da Velha


Nunca se perguntaram de onde virão expressões populares como "coisas do arco-da-velha"? Esta é uma daquelas que sempre me deu uma enorme curiosidade... o que será o arco-da-velha? Pois bem, estava a navegar por estes mares cibernéticos e encontrei num blog (endereço em baixo) a explicação para esta expressão popular tão curiosa, e é algo de fascinante... A partir de agora vou escrever "Arco-da-Velha" assim, com letra grande :)



"Significado: Coisas inacreditáveis, absurdas, espantosas, inverosímeis.

Origem: A expressão tem origem no Antigo Testamento; arco-da-velha é o arco-íris, ou arco-celeste, e foi o sinal do pacto que Deus fez com Noé: "Estando o arco nas nuvens, Eu ao vê-lo recordar-Me-ei da aliança eterna concluída entre Deus e todos os seres vivos de toda a espécie que há na terra." (Génesis 9:16)
Arco-da-velha é uma simplificação de Arco da Lei Velha, uma referência à Lei Divina. Há também diversas histórias populares que defendem outra origem da expressão, como a da existência de uma velha no arco-íris, sendo a curvatura do arco a curvatura das costas provocada pela velhice, ou devido a uma das propriedades mágicas do arco-íris - beber a água num lugar e enviá-la para outro, pelo que velha poderá ter vindo do italiano bere (beber)."


Fonte (texto e imagem):
http://bell-tira-teimas.blogspot.com/2007/09/coisas-do-arco-da-velha.html



* os vossos comentários são muito bem-vindos! *