quinta-feira, 21 de maio de 2015

De onde vêm os nomes dos dias da semana? – Parte I


Artigo publicado no Sapo Lifestyle>Astral
http://lifestyle.sapo.pt/astral/praticas/em-foco-praticas/artigos/de-onde-vem-os-nomes-dos-dias-da-semana-parte-i



De onde vêm os nomes dos dias da semana? – Parte I

Já deve ter reparado que só na Língua Portuguesa os dias da semana terminam em "feira". O que talvez não saiba é que, originalmente, cada dia era dedicado a um astro e a um deus, e que isso é ainda hoje evidente na maioria das línguas europeias… mas não na nossa. 
 
Nas outras línguas latinas, os nomes dos dias da semana derivam directamente dos nomes dos astros do sistema solar, que correspondem também aos deuses do panteão romano, com excepção do Sol e da Lua, que procedem de Solis e Luna, personificações pouco conhecidas destes astros, que equivalem a Helios e Selene do panteão grego.

Contudo, sabe-se que a existência de uma semana de sete dias já vinha do Egipto Helenístico, e que esse número se deve aos sete corpos celestiais visíveis – o Sol, a Lua e os planetas Marte, Mercúrio, Júpiter, Vénus e Saturno.

Quanto às línguas germânicas, as designações dos dias da semana são quase todas procedentes dos deuses do panteão nórdico ou de astros, correspondendo também algumas a Runas do seu alfabeto, com nomes semelhantes aos dos deuses. Se nos lembrarmos que cada Runa é uma representação ideográfica e pictográfica de um poder ou de um princípio cósmico, escrever com caracteres rúnicos era, literalmente, escrever na linguagem dos deuses e invocá-los.

Domingo
Segunda-feira
Terça-feira
Quarta-feira
Quinta-feira
Sexta-feira
Sábado
Dia do Sol
(Solis)
Dia da Lua (Luna)
Dia de Marte
Dia de Mercúrio
Dia de Júpiter
(Jove)
Dia de Vénus
Dia de Saturno
Dies Solis (latim)
Dimanche (francês)
Domenica (italiano)
Domingo (espanho)
Dies Lunae (latim)
Lunes (espanhol)
Lunedi (italiano)
Lundi (francês)
Dies Martis (latim)
Martes (espanhol)
Martedi (italiano)
Mardi (francês)
Dies Mercurii (latim)
Miércoles (espanhol)
Mercoledì (italiano)
Mercredi (francês)
Dies Jovi (latim)
Jueves (espanhol)
Jeudi (francês)
Giovedi (italiano)
Dies Veneris (latim)
Vendredi (francês)
Venerdi (italiano)
Venres (romeno)
Dias Saturni (latim)
Sábado (espanhol)
Samedi (francês)
Sabato (italiano)
Domingo
Segunda-feira
Terça-feira
Quarta-feira
Quinta-feira
Sexta-feira
Sábado
Dia de Sunna (Sol)
Dia de Mani (Lua)
Dia de Tyr/Tiu
Dia de Wotan/Odin
Dia de Thor
Dia de Freya
Dia de Saturno
Sunday (inglês)
Sonntag (alemão)
Söndag (sueco)
Monday (inglês)
Montag (alemão)
Måndag (sueco)
Tuesday (inglês)
Tirsdag (dinamarquês)
Tisdag (sueco)
Wednesday (inglês)
Woensdag (neerlandês)
Onsdag (sueco)
Thursday (inglês)
Torsdag (dinamarquês)
Donnerstag (alemão)
Freitag (alemão)
Friday (inglês)
Fredag (sueco)
Saturday (inglês)
Zaterdag (neerlandês)
Samstag (alemão)

Como já vimos, o Sábado e o Domingo eram, originalmente, o Dia de Saturno e o Dia do Sol. Nas línguas germânicas isso ainda é bem visível. A exceção está nas línguas românicas, porque perderam com o tempo a ligação antiga aos astros que lhes deram o nome.

Sábado, nas línguas românicas, vem de “Sabbath”, o dia de descanso dos judeus. Domingo, nas várias formas linguísticas que assumiu, vem da designação eclesiástica entretanto dada a este dia, “Dies Dominicus” - dia do Senhor - por ser o dia de descanso dos cristãos, de acordo com a Bíblia que afirma que Deus descansou ao 7º dia, após criar o Mundo.

Independentemente da família linguística, é possível verificar que, de uma forma geral, a tónica de cada dia coincide em ambos os ramos linguísticos. A parte II deste artigo dará destaque a esta ligação.

E então na Língua Portuguesa? Porque é que os nomes dos dias da semana terminam em “feira”?

Até ao século 6 d.C., no território que viria a ser Portugal - o que só aconteceu em 1143 - os dias da semana eram igualmente nomeados de acordo com os deuses que os romanos cultuavam. Foi Martinho de Dume, um bispo de Braga, que considerando indigno que bons cristãos continuassem a nomear os dias de semana de acordo com os deuses “pagãos”, resolveu criar nomes especiais para os dias da Semana Santa, que antecedem a Páscoa, em que de acordo com a Bíblia, os cristãos deveriam descansar. "Feira" vem de feria, que significa “dia de descanso”.

Infelizmente, a utilização desses nomes generalizou-se, e hoje a Língua Portuguesa é a única língua latina em que os dias da semana seguem uma numeração ordinal. Provavelmente, esta foi também uma manobra da Igreja, para tentar erradicar as nomes dos deuses romanos dos nomes dos dias da semana, substituindo-os por uma designação eclesiástica.

Cabe a cada um de nós recordar a origem das palavras que utilizamos, para não deixar que se percam estes significados que o tempo ocultou, que revelam conexões etimológicas e culturais transversais, reforçando a ideia de que tudo está ligado na sua origem.

Vera Vieira da Silva

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email: v.vieiradasilva@gmail.com

artigo do parceiro: Vera Vieira da Silva

quarta-feira, 11 de março de 2015

Quarta-feira


Hoje é Quarta-feira, dia de Mercúrio (´Dies Mercurii', latim; 'Mercredi', francês; 'Mercoledì', italiano).

Para os nórdicos, era o dia de Odin ou Wotan - o principal deus do seu panteão - o que é ainda bem visível nas línguas germânicas: 'Onsdag' (sueco), 'Wednesday' (inglês), 'Woensdag' (neerlandês).

Conta a lenda que o deus Odin se pendurou na Árvore da Vida que liga os mundos - Yggdrasil - durante nove dias e nove noites, após os quais terá encontrado as Runas e iniciado os Homens nos seus mistérios.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Einstein: Ciência e Religiosidade Cósmica


"O espírito científico, fortemente armado com seu método, não existe sem a religiosidade cósmica. Ela se distingue da crença das multidões ingênuas que consideram Deus um Ser de quem esperam benignidade e do qual temem o castigo - uma espécie de sentimento exaltado da mesma natureza que os laços do filho com o pai - , um ser com quem também estabelecem relações pessoais, por respeitosas que sejam. Mas o sábio, bem convencido, da lei da causalidade em qualquer acontecimento, decifra o futuro e o passado submetidos às mesmas regras de necessidade e determinismo. A moral não lhe suscita problemas com os deuses, mas simplesmente com os homens. Sua religiosidade, consiste em espantar-se, em extasiar-se diante da harmonia das leis da natureza, revelando uma inteligência tão superior que todos os pensamentos humanos e todo seu engenho não podem desvendar, diante dela, a não ser seu nada irrisório. Este sentimento desenvolve a regra dominante de sua vida, de sua coragem, na medida em que supera a servidão dos desejos egoístas. Indubitavelmente, este sentimento se compara àquele que animou os espíritos criadores religiosos em todos os tempos."

'Como vejo o Mundo', Albert Einstein (1922)


Sabe o que são Runas?




O meu primeiro artigo para o Sapo Lifestyle&;Astral, publicado hoje :)

Disponível em: http://lifestyle.sapo.pt/astral/praticas/cultos-a-natureza/artigos/sabe-o-que-sao-runas


Sabe o que são Runas?


As Runas são um oráculo, com origens que remontam aos antigos povos germânicos. Tal como o Tarot, as Runas são utilizadas para adivinhação e para clarificar questões que precisamos de compreender nas nossas vidas, funcionando como uma espécie de espelho interior. As respostas que elas nos dão, geralmente, já sabemos de algum modo. E perguntará: "Mas então qual é a utilidade delas?". A utilidade das Runas é que tornam o inconsciente consciente - e isso faz toda a diferença. 
 

Cada Runa corresponde a uma letra dos antigos alfabetos rúnicos - o mais antigo deles utilizado entre 250 a.C. e 500 d.C. - que foram os primeiros sistemas de escrita desenvolvidos e utilizados pelos povos germânicos. Todas tinham um nome e um som distinto, mas eram muito mais do que simples letras, com o sentido que hoje têm para nós. Cada Runa era considerada uma representação ideográfica e pictográfica de um poder ou de um princípio cósmico, pelo que escrever uma runa era invocar e direccionar a força que esta representava.

As Runas são uma poderosa ferramenta de auto-conhecimento, um veículo de comunicação de uma mensagem, que chega até nós por afinidade. Isso significa que o nosso próprio magnetismo na altura em que lançamos as Runas atrai a resposta certa, que vem assim, naturalmente, ter connosco. Resposta “certa”, é aquela que precisamos de ouvir num determinado momento. Tal implica que não existam acasos, nem respostas fortuitas.

Apesar das Runas serem poderosas, o seu “poder” não está nas Runas físicas, está nos arquétipos que estas representam. Estes símbolos, arquétipos da evolução humana, têm de ser revestidos de uma forma física para poderem ser manejados no plano físico, mas o que lhes dá vida não é isso.

As Runas funcionam como um espelho, que devolve uma imagem simbólica correspondente ao esclarecimento que pedimos. A Afinidade determina a qualidade energética das Runas que constituem a resposta, que depende também do nosso estado emocional e mental na altura, para que possamos compreender a resposta e beneficiar dela. É por isso que há sempre uma sensação de familiaridade nas respostas, como se de algum modo já soubéssemos o que elas nos dizem, ainda que não de forma consciente.

As palavras têm uma energia própria e o poder de transformar a (nossa) realidade. Os antigos povos germânicos sabiam disso, e no fundo todos o sabemos intuitivamente, porque reconhecemos que determinadas palavras escritas ou faladas têm o poder de mudar a nossa percepção sobre pessoas, situações e sobre a Vida. E isso é algo de intemporal, que as Runas nos permitem utilizar para crescermos em sabedoria e consciência.

Vera Vieira da Silva

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email: v.vieiradasilva@gmail.com
 
artigo do parceiro: Vera Vieira da Silva

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

As Runas #11


Amanhã, quinta-feira, é dia de Thor! 


Thor > Thursday = Thor day (dia de Thor) ou Donner (trovão) > Donnerstag = Donner tag (dia do trovão), quinta-feira em alemão 

Na mitologia nórdica, Thor (nórdico antigo: Þórr) ou Donar (alto-alemãoantigo) é o deus que empunha o martelo Mjolnir e que ao brandi-lo provoca os relâmpagos e trovoões.

Por isso Thor está associado aos trovões, relâmpagos e tempestades. Está também associado à força e ao carvalho, árvore de enorme resistência.

Thor - filho do deus "Pai de todos", Odin, e de Jord ( "Terra", em islandês) - é considerado um protector da humanidade, ligado à cura e à fertilidade.

Thor está associado à runa Thurisaz, com o símbolto/letra (Þ), ligado à força (inconsciente), aos elementos naturais destruidores (gigantes), aos conflitos (e às complexidades da agressividade) e à sexualidade masculina agressiva.

Por outro lado, esta runa está ligada à tomada de consciência (ou energia transformada em consciência) e ao despertar (luz, relâmpago), ao entusiasmo, vitalidade física (inclusive cura) e fertilidade.

Tudo bate certo - como não podia deixar de ser - porque o relâmpago é também um símbolo de Zeus e Júpiter, do panteão Grego e Romano respectivamente, e a quinta-feira é também o seu dia 

... e é por tudo isto que adoro estudos comparados e conhecer a etimologia das palavras... 

Pintura: "Batalha de Thor contra o Jötnar" (1872) por Mårten Eskil





quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Grilo celestial

Um cântico celestial no canto de um grilo...o segredo está no tempo... apenas diminuir a velocidade, desacelerar o ritmo :)
 

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Runas + Quartzo Rosa



* Novo conjunto de Runas em quartzo rosa  

... com uma energia muita suave e compassiva, própria para trabalhar assuntos específicos que pedem uma maior sensibilidade. 

Só de tocar nelas parece que a energia muda, como se nos tornassem mais receptivos, abertos à compreensão e ao reconhecimento daquilo que por vezes não queremos ver.

E de facto, parte do objectivo das runas é o de trazer para o consciente o que se esconde sob as nossas ilusões e os nossos medos, impedindo-nos de crescer.

Mas com esta energia específica, é como se logo à partida sentíssemos que, seja o que for, está tudo bem...

A energia do quartzo rosa, aliada à vibração das runas com os seus significados é impressionante, asseguro
 






domingo, 5 de outubro de 2014

O Meio



"O início e o fim estão definidos. O que está pelo meio é contigo. 
Nada é em vão, tudo é recordado".


"The beginning and end are set. What’s in between is yours. 
Nothing is in vain, all is remembered.”


[autor desconhecido]





Desenho de Anna Iceflames



Sr. Tempo


Tudo tem a sua estação ... e o Tempo é um Senhor Sábio 

Há que saber esperar pelo Tempo, quando ele ainda vem a caminho ... e há que saber deixá-lo ir, quando o Tempo já passou ...

Lindo poema de James Browne, "An Ode to my Litlle Last Leaf" (Um Ode à minha Pequena Última Folha) - The World of James Browne

"An Ode to my Little Last Leaf"

You did well, my little friend,
you stayed with me until the end.
You were loving shade,
while children played.
I don't want to let you go,
my heart tells me, no.
But it is for this very reason,
that everything has a season.

Desenho e poema de James Browne


Invocação


Invocar é "chamar", "tornar presente"... 

A invocação que se segue fala ao Deus que existe, em centelha, dentro de cada um de nós, que nos cabe despertar e dar consciência... “Eu sou a visão e os ouvidos de Deus”.

Os grandes Mestres que têm vindo abraçar a humanidade têm-no dito, de tantas formas... Um deles, Jesus, o Cristo - que significa o “Iluminado” ou “Brilhante” - disse “Deus está dentro de nós e à nossa volta”.

Sejamos capazes de trazer à Luz da Consciência a divindade que brilha no nosso interior!

* Invocation*

"God within me, God without,
How shall I ever be in doubt?
There is no place where I may go
And not there see God's face, not know
I am God's vision and God's ears.
So through the harvest of my years
I am the Sower and the Sown,
God's Self unfolding and God's own".

[autor desconhecido]